Por que Judas Iscariotes traiu a Jesus ?

 
Em 2006 Bento XVI dedicou a catequese da audiência geral das quartas-feiras a Judas Iscariotes e a seu sucessor no grupo dos doze apóstolos: Matias. A audiência celebrou-se na Praça de São Pedro e contou com a presença de 30.000 pessoas.
O nome de Judas Iscariotes – disse o Papa – aparece sempre por último na lista dos Doze (...) que recorda sua traição. Por sua vez, os evangelistas o apresentam como apóstolo para todos os efeitos”.
“Perguntamo-nos por que Jesus escolheu a este homem e lhe deu a sua confiança (...) e é ainda mais misteriosa a sua sorte eterna – prosseguiu – mas não corresponde a nós julgá-lo, pondo-nos no lugar de Deus, infinitamente misericordioso e justo”.
“Por que traiu a Jesus?”, perguntou-se o Papa. “Alguns falam da cobiça, enquanto outros sustentam uma explicação de tipo messiânico: a desilusão de Judas porque Jesus não incluía em seu programa a libertação política e militar de seu país”.
Bento XVI observou que os evangelistas explicam esta traição “indo além dos motivos históricos” e atribuindo-a à “liberdade pessoal de Judas” como “um ceder a uma tentação do Maligno” (...) Jesus, convidando-o a seguir pelo caminho da bem-aventurança não forçava a sua vontade (...) e respeitava a liberdade humana. Efetivamente são muitas as possibilidades de perversão do coração humano. O único modo de evitá-las consiste em (...) entrar em plena comunhão com Jesus”.
Por outra parte, o arrependimento de Judas, que “degenerou no desespero e autodestruição”, é para nós “um convite a não desesperar jamais da misericórdia divina”.
“O papel negativo de Judas – explicou o Santo Papa – se insere também no (...) misterioso projeto salvífico de Deus”, que “assume o gesto inescusável de Judas como oportunidade da entrega total do Filho para a redenção do mundo. Depois da Páscoa, Matias foi eleito para ocupar o lugar de Judas. Dele apenas sabemos que foi testemunha da história terrena de Jesus, permanecendo fiel até o fim. É uma última lição: se inclusive na Igreja não faltam cristãos indignos e traidores, cada um de nós deve servir de contrapeso ao mal que fizeram, com o nosso (...) testemunho de Jesus”.
Fonte: Opus Dei

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